quarta-feira, 11 de junho de 2014

Anestesia ( Dúvidas ) Aqui é sem DOR!

Anestesia
É o ato de suprimir os estímulos dolorosos através de um medicamento anestésico.
Qualquer pessoa pode tomar anestesia? 
Antes disso, a pessoa deve responder a um breve questionário de saúde, padronizado pela ASA (Sociedade Americana de Anestesiologia), que determina o risco anestésico e cirúrgico. Com base em suas respostas, o profissional terá condições de informar se ela está apta a submeter-se a tratamento odontológico com anestesia. Mas, para seu conforto, já lhe adianto que esse procedimento é muito seguro e que a variedade de medicamentos disponíveis proporciona muita segurança.
Existe contra-indicação?
Sim, e elas podem estar relacionadas ao agente anestésico ou ao vasoconstritor. Com relação ao vasoconstritor, os pacientes com pressão alta não tratada ou não controlada, doenças cardíacas graves, diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo, feocromocitoma, sensibilidade aos sulfitos e usuários de antidepressivos tricíclicos, compostos fenotiazínicos, cocaína e "crack", têm limitações no uso de anestésicos.
Uma pessoa com 70 anos também pode tomar anestesia?
Com o passar da idade, muitas alterações podem aparecer, as quais podem contra-indicar ou não o procedimento. Como foi explicado no item acima, se o paciente apresentar algumas dessas alterações, o uso do anestésico pode estar temporariamente contra-indicado. Nesse caso, ele é encaminhado ao profissional médico habilitado e, após a sua liberação, o procedimento de anestesia é realizado.
Gestantes podem tomar anestesia?
Sim, o estado de gravidez não contra-indica o procedimento anestésico. Porém, se for possível, é mais aconselhável o uso da anestesia entre o terceiro e o sexto mês de gestação.
Existe o risco de choque anafilático?
Sim, porém é muito pequeno, uma vez que as respostas ao questionário de saúde orientam o profissional sobre o possível risco de choque anafilático.
Quais são os tipos de anestesia?
De uma maneira bem abrangente, a anestesia pode ser local ou geral. A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista no próprio consultório. A geral deve ser feita pelo médico anestesista em hospital ou clínicas apropriadas.
O que é sedação consciente?
É um procedimento realizado pelo cirurgião-dentista e pelo médico anestesista, a fim de proporcionar maior conforto ao paciente, em casos de pacientes ansiosos ou com medo de ir ao dentista. Esse procedimento é realizado combinando-se a ação do anestesista (através de medicamentos relaxantes) com a do cirurgião-dentista (por meio de anestésicos locais), proporcionando conforto e eficiência anestésica em grandes procedimentos ambulatoriais.
Por que, às vezes, a anestesia demora mais para passar?
Provavelmente devido ao tipo de tratamento realizado. O profissional irá escolher o tipo de técnica, a quantidade e o medicamento. Nesse caso, quando o procedimento é simples, geralmente a anestesia passa rapidamente, ao contrário do que acontece em procedimentos longos, nos quais o profissional necessita de maior quantidade de anestésico.
Qual é a quantidade máxima de anestésico que se pode tomar?
Geralmente, os medicamentos são feitos para, em média, serem administrados 10 tubetes de anestésico em dose de segurança. Deve-se lembrar que o medicamento é composto pelo agente anestésico e pelo vasoconstritor. Em alguns casos em que está contra-indicado ou restrito o uso do vasoconstritor, a quantidade deve ser diminuída.
Como eu posso tomar uma anestesia sem dor?
Quando se pensa em anestesia, a primeira lembrança é o desconforto devido à picada da agulha, mas isso não mais ocorre. Hoje, com os cuidados pré-anestésicos que envolvem desde a utilização de medicamentos tranqüilizantes até o uso de anestésicos tópicos fortes, o incômodo do procedimento de anestesia diminuiu muito, chegando a não ser notado, dependendo da relação de confiança entre o paciente e o profissional.
Existe algum aparelho que aplique a anestesia para proporcionar conforto?
Sim. O conforto durante a anestesia é estabelecido quando uma pequena quantidade de anestésico é injetada continuamente por um maior período de tempo. Um aparelho dotado de microprocessador pode injetar a anestesia de forma lenta e contínua, diminuindo o desconforto do procedimento de anestesia.

Referência: Revista da APCD.
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Fio Dental Clareador

Fio Dental Clareador
O novo fio dental é recoberto com uma cera composta por dióxido de silício, a mesma substância abrasiva das pastas clareadoras.
Chega ao mercado brasileiro o primeiro fio dental que promete a um só tempo remover a placa bacteriana e clarear o espaço entre os dentes, de onde as manchas teimam em não sair.

Fabricado pela Johnson & Johnson, o produto tem um formato achatado, como o das fitas dentais.

"Quanto maior a área de contato, maior a redução da placa e a ação clareadora", explicou o pesquisador Emilson Ismael Neto.

Um estudo clínico realizado na University Park Research Center, em Indiana, Estados Unidos, aponta que o uso regular desse fio reduz em 26% as manchas extrínsecas, aquelas causadas pelo pigmento do café, refrigerantes escuros e cigarro.

Para os resultados aparecerem, é preciso usá-lo diariamente pelo menos por duas semanas.

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terça-feira, 27 de maio de 2014

FACETAS PORCELANA X FACETA DE RESINA

FACETAS
TRABALHAMOS COM DOIS TIPOS DE FACETAS(LAMINAS DE DE ESPESSURA FINA COLADAS EM DENTES COM ALTERAÇÃO DE COR , FORMA ETC
 RESINA E PORCELANA

 CUSTOS DIFERENTES E RESULTADOS DIFERENTES
A MAIS OPACA NO LATERAL DIREITO DO PACIENTE E DE RESINA E AS BRILHANTES NOS CENTRAIS E LATERAL ESQUERDO SÃO PORCELANA.
PACIENTE CLAREOU OS DENTES COM MÉTODO COMBINADO (laser e moldeira).




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Biocibernética Bucal

Biocibernética Bucal
A Biocibernética Bucal é uma técnica odontológica, que se dispõe a auxiliar ou mesmo a tratar problemas de saúde através do redimensionamento bucal. Ela encara o paciente odontológico como um todo, de uma maneira holística, sem esquecer que cada dente carrega informações de toda a vida do indivíduo.
Através de experimentos clínicos, pôde-se comprovar a relação da boca e dos dentes com o resto dos órgãos e tecidos do corpo humano.
É possível detectar aspectos psicológicos através do exame bucal com ênfase na Biocibernética, ou seja, consegue-se saber como a pessoa foi educada e qual seu molde cultural simplesmente examinando sua arcada dentária.
Na ilustração, pode-se observar uma relação entre cada dente e a personalidade, e o comportamento masculino e feminino nos ambientes sociais e afetivos. Inversões nas curvas de Spee e Wilson podem representar sérias alterações psiquiátricas. Os grupos de quatro dentes são divididos em quadrantes, em que o lado esquerdo corresponde ao relacionamento afetivo, e o direito, ao relacionamento social. Na arcada superior tem-se a correspondência com o feminino, e na inferior, com o masculino.
Incisivos centrais (superiores e inferiores) relacionam com o sistema neural. São dentes da inteligência e principalmente da personalidade.
Incisivos laterais são os dentes referentes ao relacionamento. Eles também têm relação com o sistema neural, porém em menor intensidade, e com manifestações semelhantes às dos incisivos centrais.
Caninos são os dentes correspondentes ao sistema circulatório; são os dentes do inconsciente, do lado animal, que todos temos. Alterações neles denotam modificações quanto às reações de ataque e defesa, amor e ódio.
Primeiros pré-molares correspodem ao sistema excretor (rins e intestinos), e relacionam-se ao contexto emocional, à segurança.
Segundos pré-molares correspondem ao sistema respiratório (pulmões até vias aéreas inferiores e superiores, e relacionam-se a liberdade). Sintomas relacionados aos primeiros pré-molares confundem-se com os dos segundos pré-molares, porque a representação destes no contexto psicológico está voltada para a liberdade e o outro para a segurança; ninguém tem segurança quando perde a liberdade.
Primeiros molares correspondem ao sistema digestivo, e relacionam-se à auto-suficiência. Este dente é o que mais costuma ter cáries e o que mais as pessoas perdem durante a vida, pois ser auto-suficiente é, sem dúvida alguma, um dos principais motivos de tensão do ser humano.
Segundos molares são dentes muito importantes, pois correspondem ao processo hormonal (glândulas endócrinas e seu hormônios).
Terceiros molares (conhecido como o dente do “juízo”) nascem por volta dos 20 ou 21 anos e correspondem ao sistema linfático.
É possível mudar aspectos psicológicos e sistêmicos, mudando o posicionamento dos dentes. Ortodontistas experientes comentam que seus pacientes melhoraram na escola ou mesmo ficaram mais calmos. Na verdade, todo tratamento ortopédico ou ortodôntico interfere no comportamento do indivíduo. Mudar os dentes não significa mudar a maneira de pensar das pessoas, e enquanto não se trabalhar tudo ao mesmo tempo teremos recidivas eternas. Na parte sistêmica o mais impressionante são os resultados na área respiratória, onde se tem conseguido reverter inúmeros problemas de saúde como: adenóides, rinites, amigdalites, epilepsia, bronquite, dentre outros problemas tratados somente através da boca, e usando-se apenas acompanhamento médico nos casos mais graves.
Para tratamento da boca, em que a deformação da arcada está interferindo na postura, recomenda-se aos pacientes técnicas de massagem como: RPG, Do-In, Shiatsu, Holfing, dentre outras para auxiliar o tratamento.

Referência: Livro Biocibernética Bucal / Em Busca da Saúde Perfeita / Dr. Ernesto Furlan / Dr. Rogério Pavan Santos.
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terça-feira, 22 de abril de 2014

DENTES CRIADOS A PARTIR DA URINA HUMANA, SERÁ??

Cientistas chineses criaram dentes rudimentares a partir de algo que poderia ser considerado improvável: a urina humana


Dente recriado na China é rudimentar e
menos rígido que o dente humano natural
O resultado do estudo, apresentado pela publicação científica Cell Regeneration Journal, mostrou que a urina pode ser utilizada como fonte de células-tronco que seriam capazes de se transformar em pequenas estruturas parecidas com os dentes humanos.
O time de cientistas da China espera que a técnica possa ser desenvolvida para possibilitar a reposição de dentes perdidos.
No entanto, outros pesquisadores de células-tronco ponderam que para atingir esse objetivo muitos obstáculos ainda precisam ser vencidos.
Times de pesquisadores em todo o mundo estão estudando maneiras criar novos dentes para repor aqueles perdidos pela idade ou por má higiene bucal.
UrinaAs células-tronco, que são as células capazes de se transformar em qualquer outro tipo de tecido, são assunto popular de pesquisas.
Os pesquisadores do Guangzhou Institutes of Biomedicine and Health, na China, utilizaram a urina como ponto de partida para seus experimentos.
Células que normalmente são expelidas pelo corpo, através do sistema urinário, foram alteradas em para que se tornassem células-tronco.
Uma mistura dessas células com outros materiais orgânicos retirados de ratos foi então implantada nos próprios roedores.
Os cientistas chineses afirmaram que depois de três semanas o grupo de células começou a se parecer com um dente: "a estrutura parecida com o dente continha polpa dental, dentina, espaço de esmalte (área vazia do dente que possivelmente poderia ser ocupada pelo esmalte) e órgão de esmalte (estrutura que precede o surgimento do esmalte no dente)".
Entretanto, o dente criado pelos chineses não era tão rígido quanto um dente natural.
Mas ainda que o resultado do estudo chinês não venha a ser utilizado pelos dentistas como uma opção viável, seus pesquisadores defendem que pode nortear pesquisas mais aprofundadas para se chegar ao "sonho final de total regeneração do dente humano para terapia clínica".
Fonte inadequada - Para o professor Chris Mason, da University College of London (UCL), a urina utilizada pelos chineses foi um ponto de partida inadequado.
"Esta (a urina) é provavelmente uma das piores fontes, pois existem muito poucas células desde o início (do processo) e a eficiência de transformá-las em células-tronco é muito baixa", rebate Mason.
"Você simplesmente não faria (a pesquisa) dessa forma", reforça o pesquisador da UCL.
O cientista também alertou sobre os riscos de contaminação, como aquela causada por bactérias, que seriam bem maiores se comparados ao uso de outros tipos de células.
"O grande desafio aqui é que o dente tenha polpa com nervos e vasos sanguíneos que temos que ter certeza que se integrariam para se transformarem num dente permanente".

Referência: James Gallagher, Repórter de Ciência e Saúde da BBC News
Atualizado 30.07.13
 
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quinta-feira, 13 de março de 2014

A INCRÍVEL HISTÓRIA DOS MURSI


                         
A arte tribal do amor: as tensões que os lábios suportam
A fantasia sempre foi o elemento dominante na África. Podemos encontrá-la em suas paisagens naturais, que mudam continuamente diante dos olhos de quem percorre este vastíssimo continente.
Especialmente nos animais, quase inacreditáveis pela variedade de gêneros e espécies. Mas, sobretudo, encontramos a realidade da fantasia entre seus habitantes, ainda hoje divididos em uma infinidade de tribos, cada uma conservando, de maneira autônoma, sua própria característica, mantendo inalterados no tempo, seus usos e costumes.
O culto do próprio corpo, o amor pelos penteados e vestimentas originais, o gosto de enfeitar-se com objetos de todos os gêneros, há muito pertencem ao costume do povo africano, que possui extraordinário sentido de beleza e de expressividade.
O enigmático povo Mursi, um grupo étnico ainda muito primitivo, composto de 4 a 5 mil indivíduos, vive no sudoeste da Etiópia, região do rio Omo, habitada por uma notável quantidade de etnias que, não obstante a proximidade entre elas, conserva inalteradas as singulares características tribais.
Os Mursi dedicam-se ao pastoreio e à agricultura. Para se chegar a essa região, a principal via de acesso é esta: a travessia do rio Omo, o mesmo que presumivelmente foi testemunha de nossa origem. O homem moderno pertence ao gênero homo, que é um subgrupo da família dos hominídeos. A espécie que evoluiu para homo é provavelmente o gênero Australopithecus Afarensis, cujo exemplo mais famoso é “Lucy”, esqueleto de 3,2 milhões de anos, encontrado três décadas atrás e que reabriu uma série de novas interrogações sobre a evolução da espécie humana.
Dos estudos desse esqueleto, que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, pode-se estabelecer que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis.
As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício?
As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino.
Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática.
Perfuração do lábio
A operação é efetuada no inicio da puberdade, geralmente em torno dos 9 a 10 anos de idade. O lábio inferior é furado com uma ponta metálica e nele é colocado um cilindro de madeira para impedir o fechamento do músculo durante o processo de cicatrização, que demora de 6 a 8 semanas. No curso dos meses seguintes, procura-se alargar, cada vez mais, o buraco, substituindo-se progressivamente o primeiro cilindro de madeira por outro de diâmetro maior, de tal forma que o lábio distende e estica para que se possa introduzir neste espaço o prato labial feito de argila que, depois de muitos anos, pode atingir 20 a 22 mm de diâmetro.
O outro aspecto devastador desta prática é a remoção dos dentes incisivos inferiores. A extração desses dentes é necessária por dois motivos: para favorecer o encaixe do prato, já que o espaço útil é aumentado no interior da cavidade bucal e, sobretudo, para evitar o contato dos dentes de cima com o corpo estranho -o prato- que além de ser desconfortável ainda provoca dor.
O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca nas mulheres graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Naturalmente fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se.
Prestígio e consideração dos pratos mais volumosos
Não obstante o surgimento destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. É natural que, com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo.
Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina.
Exceto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos.
Assim, é surpreendente constatar dois fatos distintos: a capacidade de elasticidade e adaptação do músculo labial e a impressionante realidade que, em pleno século XXI, ainda existe, tomando a forma de hábitos e costumes primitivos.
De fato, na África, ainda persistem grãozinhos de fantasia.

Referências
Profª. Drª. Maria Cristina Ferreira de Camargo – Odontopediatra;
Drª. Adriana Ferreira de Camargo Miori – Odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - Cirurgião Bucomaxilofacial .
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Células-Tronco

Pesquisadores criam dente biológico
em mandíbula com uso de células-tronco
Depois de construírem coroas dentais na cavidade abdominal de ratos, em 2004, pesquisadores da Unifesp, da Tufts University e do Massachusetts General Hospital (USA) venceram mais uma etapa da pesquisa que revela ser possível desenvolver implantes naturais em mandíbulas de ratos.
No estudo atual, que foi a última etapa considerada experimental com células de animais, formaram-se tecidos dentários como dentina, esmalte e polpa, além dos responsáveis pelas estruturas de sustentação do dente, conhecido como ligamento periodontal. Os resultados permitem que uma nova fase da pesquisa de regeneração dentária se inicie, com a utilização de células-tronco adultas humanas.
De acordo com os pesquisadores da Unifesp, Silvio Duailibi, que é professor afiliado e orientador da disciplina de Cirurgia Plástica, e Mônica Duailibi, professora pesquisadora e co-orientadora da mesma disciplina, essa é a primeira prova científica de que a mandíbula possui irrigação sanguínea suficiente para nutrir as células-tronco implantadas e, assim, formar o dente biológico. “Em todos os outros estudos foram utilizados o omentun, membrana extremamente irrigada de vasos sanguíneos e que reveste todas as vísceras de mamíferos”, explica Mônica. “O próximo passo será utilizar células-tronco humanas em animais sem imunidade e estudar como desenvolver a forma e a posição correta para que se obtenha uma erupção tal qual o dente natural”.
Para Lydia Masako Ferreira, chefe do Departamento de Cirurgia e coordenadora do Programa de Pós-graduação da disciplina de Cirurgia Plástica da Unifesp, esse é um projeto de integração internacional de extrema importância para a área da saúde. “Esta parceria mostra a credibilidade do projeto e dos pesquisadores brasileiros envolvidos”, afirma.
Metodologia
Para a construção dos tecidos dentários no rato por meio da técnica de Engenharia Tecidual, os cientistas utilizaram métodos similares empregados previamente. Em ambos os ensaios experimentais, os pesquisadores “semearam” células obtidas de dentes imaturos de animais sobre um arcabouço de polímero biodegradável. Os arcabouços, que anteriormente haviam sido implantados no abdômen dos ratos hospedeiros, foram, agora, implantados na mandíbula.
Em ambas as abordagens experimentais, os cientistas utilizaram células-tronco dentárias “adultas” que permitiram somente o aumento do tecido dentário. Eles não utilizaram células-tronco embrionárias.
O objetivo dos cientistas é desenvolver métodos para a regeneração parcial ou total do dente humano pelo crescimento na mandíbula de um novo dente proveniente de suas próprias células.
Atualmente, os cientistas já verificam a possibilidade do crescimento de um novo dente na mandíbula com tecido dentário humano e os dados parciais desse estudo foram apresentados na reunião da Associação Internacional de Pesquisadores em Odontologia (IADR), em Toronto, Canadá, que aconteceu entre os dias 2 e 5 de julho.
Além dos pesquisadores Monica e Silvio Duailibi, os membros desta equipe incluem Pámela Yelick, professora do Departamento de Patologia Maxilofacial da Escola de Medicina Dental da Tufts University, e Joseph P. Vacanti, diretor de Transplantes Pediátricos e do Laboratório de Engenharia Tecidual e Fabricação de Órgãos do Massachusetts General Hospital, em Boston, EUA.
As pesquisas receberam financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA.

Referências

Prof. Dr. Silvio Duailibi - Unifesp , pesquisador e orientador da disciplina de Cirurgia Plástica;
Profª. Drª. Mônica Duailibi - Unifesp, pesquisadora e co-orientadora da disciplina de Cirurgia Plástica;
Profª. Drª. Pámela Yelick - Departamento de Patologia Maxilofacial da Escola de Medicina Dental da Tufts University, e Joseph P. Vacanti, diretor de Transplantes Pediátricos e do Laboratório de Engenharia Tecidual e Fabricação de Órgãos do Massachusetts General Hospital, em Boston, EUA.


UNIFESP Comunicação - Departamento de Comunicação e Marketing Institucional - Universidade Federal de São Paulo
 
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