segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Copaíba- EFEITO ANTIINFLAMATÓRIO


Ação antiinflamatória da copaíba é duas
vezes maior que a do diclofenaco de sódio

Testes realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto comprovaram a eficácia da árvore usada como antiinflamatório pela medicina popular. Os pesquisadores já solicitaram o registro da patente
Mais uma vez a Ciência comprovou a eficácia de uma planta largamente usada na medicina popular. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP constataram que o óleo de copaíba apresenta ação antiinflamatória. Esse potencial se mostrou duas vezes maior que o encontrado no diclofenaco de sódio, um dos medicamentos mais utilizados no mercado. O estudo, realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, teve seus resultados depositados para patente.
A autora do trabalho, Mônica Freiman de Souza Ramos, separou o óleo de copaíba em duas frações: volátil (líquida, com componentes que podem evaporar) e resinosa (com uma consistência um pouco mais fluída que o mel). "Não usamos a fração resinosa porque além de ser mais difícil de trabalhar, a composição da substância não indicava que ela pudesse ter ação antiinflamatória", afirma.
Os estudos foram concentrados nessa fração volátil, produto que sofre evaporação rápida, o que limita sua veiculação em formas farmacêuticas convencionais. Por isso, a pesquisadora desenvolveu microcápsulas (cápsulas microscópicas) que aprisionam essa fração volátil - limitando sua perda por evaporação - e a transformam em um produto sólido, capaz de ser administrado nesta forma ou em outras mais convencionais, como comprimidos e cápsulas.
A patente refere-se a todo esse processo, incluindo a descrição química da substância. Procura-se garantir que, caso o óleo da copaíba se transforme num produto farmacêutico, a patente seja em parte da FCFRP.
Mônica realizou testes biológicos em camundongos que sofriam de pleurisia induzida (inflamação da pleura, membrana que envolve os pulmões) e de edemas nas patas. Tanto a fração volátil como as microcápsulas foram eficazes no tratamento. "O produto microencapsulado poderá ser usado na indústria farmacêutica tanto como uma forma final (microcápsula) ou como intermediária em outras preparações", explica.
Diclofenaco x Copaíba

O diclofenaco de sódio é um medicamento sintético de ação antiinflamatória comprovada. "No caso da copaíba, teremos um medicamento fitoterápico com a mesma ação de um sintético", esclarece. Nos testes, as doses usadas foram de 100 miligramas (mg/) por quilo (Kg) de diclofenaco e 32mg/Kg de fração volátil e de microcápsulas. O efeito antiinflamatório foi o mesmo: "A potência da copaíba se mostrou maior, porque com uma dose menor, obtivemos a mesma equivalência terapêutica", conta a pesquisadora.
Mas haverá um longo caminho até que a população possa usufruir deste antiinflamatório extraído da copaíba. Ainda são necessários testes toxicológicos e, em seguida, os testes clínico em humanos. A pesquisadora acredita que esse processo deve durar cerca de cinco anos.
As copaíbas são árvores nativas da região tropical da América Latina e da África Ocidental. No Brasil é encontrada na região Amazônica e no Centro-Oeste. O óleo bruto da árvore é exportado para a Europa, desde o início do século passado, para ser usado na indústria de aromas, vernizes e restauração de quadros. Na medicina popular, é empregada como cicatrizante e antiinflamatório.

 
Referência: Agência USP de Notícias.
Mônica Freiman de Souza Ramos / Informações do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus Administrativo de Ribeirão Preto.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dentes estressados
Todas as pessoas desejam um belo sorriso e preferem ter dentes naturais a tê-los postiços. Com a mesma convicção, diz-se que os dentes bonitos ou feios, resumem a personalidade de cada um, aquilo que distingue uma pessoa de outra.

Quem é alto, gordo e simpático pode ser visto como alto, gordo e sem um dente, se estiver lhe faltando algum. Vale dizer: a simpatia sendo prejudicada pela ausência do dente.

Os dentes são ainda o começo de momentos difíceis, como aquele em que alguém descobre que o seu interlocutor tem mau hálito. Mas os dentes são, sobretudo, em sua dimensão física, funcional e psicológica, o principal componente da saúde da boca, da qual depende uma parcela do bem-estar geral.
Cuidar dos dentes é uma necessidade tão primária quanto buscar o agasalho ou a comida. Se eles existem, ocupam um espaço na boca e cumprem uma função, o bom senso recomenda que sejam cuidados. A solução mais viável para se preservar os dentes íntegros e bem posicionados é a utilização dos métodos e meios ligados à higiene e aos exercícios adequados das funções do sistema estomatognático.

 

O estresse emocional
Às vezes a pessoa passa o fio dental, escova os dentes, faz bochechos com flúor e acha que livrou sua boca dos problemas. Nem sempre. Os dentistas estão cada dia mais convencidos de que as coisas que se passam na cabeça e no coração dos seus pacientes podem desencadear ou piorar o mau hálito, a gengivite, a afta, o bruxismo, a cárie e também o tártaro. Acredite. Situações estressantes, como: o vestibular, o divórcio, a morte de uma pessoa querida podem ser fatores tão decisivos quanto a falta de escovação.

O estresse de ordem emocional provoca reação capaz de perturbar a homeostase orgânica, que é a propriedade auto-reguladora do organismo e que permite manter o estado de equilíbrio do corpo.

Na hora da tensão, o volume da saliva diminui e os compostos de enxofre, por sua vez, aumentam, provocando o mau hálito. O estresse também pode provocar aftas, que são úlceras da boca, muitas vezes disparadas por fatores emocionais, isto porque a glândula hipófise desencadeia uma corrente de mudanças no organismo.

Ela excreta o hormônio ACTH que, por sua vez, estimula as glândulas supra-renais, que fabricam substâncias capazes de fragilizar os tecidos bucais e, ao mesmo tempo, aumenta a acidez da saliva. Este estrago pode ser ainda maior se faltar saliva, uma vez que esta é uma solução que limpa a boca e contém substâncias protetoras de mucosas e gengivas, além de remineralizar os dentes.

Situações de ansiedade, como exames, problemas familiares e, na outra ponta, até boas notícias, promoções no trabalho, por exemplo, liberam hormônios, como adrenalina, noradrenalina e acetilcolina, entre outros. Eles mudam perigosamente a quantidade e a qualidade da saliva. Não é preciso muito para mudar o equilíbrio da boca, órgão extremamente sensível que acompanha pari passu as emoções.



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